quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Noivas Voadoras

Agradeço a Deus todos os dias da minha vida mas alguns dele quando terminam eu sinto um prazer de tê-lo vivido.

Normalmente  é quando eu acho que ele será normal.

E aí chega a supresa, como toda boa surpresa sem você nem desconfiar.

No fim da tarde de quinta fui buscar um livro na escola dos meus filhos. Claro que reclamei um pouco, demorei a ser atendida, mas cumpri a tarefa. Olhei as horas e percebi que tinha que fazer hora para buscar o dono do livro na catequese.

Rodin. É isto, tem uma exposição de Rodin ali do lado, não preciso nem pegar o carro. Perguntei ao Seu Miguel como fazia para pagar o ingresso.

-É grátis, é só pegar aqui do lado, entregar ali...

Deixei minha bolsa no escaninho e uma moça me falou para ir ver a exposição do Marc Chagall primeiro pois a sala que ficava as obras do Rodin era muito fria.

Aceitei a sugestão, "adoro o filme da Camille Claudel, quero ficar mais tampo nesta parte então vou dar uma passadinha lá embaixo primeiro e depois subo com calma, tenho tempo", pensei.

Estava bem cheio, o lugar muito bonito, gente interessante, não me senti em BH.


Como não sei de artes plásticas nada me chamou a atenção em um primeiro momento.

- Percebe o galo? E o sol apagado? As flores e as noivas voadoras...

Ai eu percebi tudo e percebi também que estava de ouvido espichado querendo ouvir as explicações do um homem que estava guiando outro na cadeira de rodas. Ambos falam baixo, mas com propriedade de quem sentia o que estava falando.

Olhei em volta e vi que não era só eu mas muitas outras pessoas também estavam ouvindo a conversa dos dois.

- Posso segui-los, perguntei na cara dura. Ou melhor, nós podemos seguir os senhores, acrescentei depois dos olhares de súplica dos outros curiosos.

E a aula começou. E como jtodo bom professor ele sabia muito bem prender a atenção de todos. Disse que a síntese da obra do autor estava na última frase do documentário que é exibido lá, em uma frase dita pelo próprio Chagall.

Minha curiosidade que já é do tamanho de um animal pré-histórico triplicou de tamanho. Tive vontade de correr para ver o documentário e voltar mas perderia o meio todo da história.

Valeu a pena esperar. Passamos pela fase da sua adolescência, pelas obras em preto e branco, pelo uso das cores, pelas obras sobre a Bíblia, sobre o significado do Cristo judeu crucificado...

Neste momento ele pediu licença pois o senhor na cadeira de rodas já estava cansado e iria parar por uns minutos.

Nos despedimos, nos apresentamos rapidamente e agradeci um pouco contrariada por ter tocado o sinal na melhor parte da aula.

- Que cara fera, pensei. Como ele sabe tudo... como é bom aprender...

Nossa turma foi dispersando. Fiquei sozinha. Então era a hora. Entrei na salinha de projeção e descobri o significado da obra de Chagall.

E lá fui eu buscar o meu filhote, flutuando como os objetos dos quadros de Chagall. Fui comprar um livro e ganhei uma aula de história.


Uma aula de história sobre a obra e a vida de Chagall, que saiu de Vitebsk mas que Vitebsk não saiu dele. Parece com a história do meu pai.

 Quer saber significado da obra de Chagall para ele próprio? Veja aqui

Esta exposição irá para o Rio de Janeiro também.

E por fim, descobri depois no santo Google que meu professor era o Presidente da Casa Fiat de Cultura. Só não descobri ainda quem meu colega de classe que permitiu que assistíssemos à sua aula particular.




Rodin? Fica para próxima semana...

6 comentários:

Cláudia Paulino disse...

Aninha, delícia ganhar uma aula dessas , hem ??? Menina, vc está animada, quantas postagens !!!
Tô adooorando !!! Oh, tem música pra vc e pras meninas de Minas lá no blog !!! Também tem dois selinhos fofos pra vc colocar aqui no seu blog !!! Passa lá, amore !!! Beijocas e um lindo dia com cheiro de flor !!!

Coisas da Sil disse...

Ah, eu ainda não fui à exposição, e olha q tbm estudo na Fundação (no sábado de manhã). Pretendo ir neste feriado.
bjs

Lú Silva disse...

Oi Ana (esse é seu nome ne? posso chamá-la assim???rssrs) nunca fui a uma exposição. Nuuuu! acredita? rsrsrs... mas um dia vou. Aqui em Minas no Palácio das Artes sempre tem coisa boa!!!

bjos e uma excelente semana!!!

bjos

Marc Chagall disse...

O senhor na cadeira de rodas era Silvano Valentino. ex-presidente da Fiat.

Bazar Brasil disse...

Aninha,

Amei! Ando tão na correria que nem me ligo mais a eventos culturais...Bom passeio pra fazer no feriado, já que vou ficar por aqui mesmo...

Dilícia de blog o seu!

Bj grandão!

Nanda Assis disse...

visu novo, amei!!

bjosss...